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REFORMA PARA O QUE JÁ FOI

reformatrabalhistaTemer

Tenho muitos conhecidos e amigos que apoiam incondicionalmente e, a meu ver, irrefletidamente, as reformas do teto, trabalhista e da previdência por que são “contra tudo isto que está aí”.

Outros são a favor por que crêem que existe a necessidade de reformas e estas devem ser feitas, ponto. Acaba que não interessa se é boa ou não. Precisam ser feitas!

Outros ainda apoiam pois tudo o que vier depois do PT, que eles odeiam tanto que o colocam no patamar da idolatria, é bom a priori, e vai pra Cuba!

Temos ainda os que acham que não usam o sistema público de saúde, são autônomos ou empresários e nunca tiveram os benefícios da CLT (muitos pagam ao invés de receber estes benefícios) e que aposentadoria pelo sistema não lhes afeta pois recolhem sobre dois salários para economizar e pagam previdência privada.

Por fim, temos aqueles que misturam um pouco de tudo isso aí.

O que me chama um pouco a atenção é que, de modo geral, não se está percebendo que o desmonte do sistema público significa, por exemplo, a sobrecarga brutal do sistema privado.

Isto, na melhor da hipóteses, significará uma também brutal elevação no preço dos planos, possivelmente tornando-os impagáveis nos mesmos níveis de atendimento que eles têm hoje.

Resultado, vão ter que pagar muito para ter bem menos do que têm hoje. Isto significa filas, guias e autorizações, hospitais lotados, esperas humilhantes, pessoal escasso e mal treinado, igualzinho minha avó pegava para ir ao médico fosse no ipase, no iamspe ou no inamps… e olha que perto do que se vê hoje, mesmo em alguns centros privados, estes aí eram bem bons!!

E acho que poucos se tocaram que a tal da previdência privada (bem paga!) que pagam, para boa (grande) parte dos planos hoje acessíveis, quando de sua aposentadoria (ou pura velhice mesmo) pagarão por mês o mesmo que o INSS. Dobram o benefício. Ou seja, o dobro de pouco é pouco, o dobro de quase nada continua sendo quase nada…

Por isso sempre apelo, nas conversas: continuo a favor das reformas, desde há muito tempo. Mas quero uma reforma que organize o futuro, com elementos da realidade futura, e não uma reforma que se vingue do passado, digo, baseada no passado.

O mundo mudou, e o que as mudanças trazem de bom não estão contempladas nestas reformas. Ao contrário. Estas aí estão nos colocando de volta no mais dis5ante e obscuro passado.

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