Espiritualidade

Monstros

13256184_543543372491717_6953425168221087597_n” Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, podes te transformar também em um monstro.

E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.”

[ Friedrich Wilhelm Nietzsche in Para além do bem e do mal ]

 

Nada – absolutamente nada – justifica um estupro ou qualquer outra violência. Que os estupradores e aqueles que divulgaram e curtiram o video sejam rigorosa e exemplarmente responsabilizados.

Eu me coloco no lugar do pai da vitima dessa barbarie e lembro de filmes como o Doce Vingança que termina retratando o que há de pior em mim e em todos seres humanos violentados e vingadores.

Há um lado em mim que tem um prazer tenebroso pela vingança em casos horrorosos de estupro, um lado que me iguala – ainda que por segundos – com os outros monstros que “sabem” – as aspas é para deixar claro que não sabem – tratar com estupradores.

A vingança pode ser doce no momento do ódio descontrolado, mas depois ela nos apodrece de dentro pra fora até percebermos estarrecidos que estamos nos parecendo cada vez mais com o monstro que nos fez gozar de vingança.

Essa é a minha natureza humana anti-Deus, bestial e demoníaca que se esconde em abismos tenebrosos dentro de mim. Foi esse ser-aleijo que Deus amou até as ultimas consequências na pessoa de seu próprio Filho até o Calvário, foi esse ser-monstro que Jesus de Nazaré foi buscar na mais abissal alienação de Deus e da Vida para – só por hoje, só por agora – fugir tanto da cultura do estupro quanto da vingança igualmente hedionda.

Ao lado desse ser-brutesco surgiu um novo ser, uma nova criação, que decidiu passar o resto da vida olhando no espelho para ver se está ou não se parecendo cada vez mais com Jesus de Nazaré e nunca com o monstro que a vingança e a cultura do estupro revela, um monstro que lembra bastante outros monstros que desejamos ver destroçados e impiedosamente mortos.

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”

[ Apóstolo Paulo, que um dia foi Saulo de Tarso ]

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